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domingo, 26 de junho de 2011

Pássaro aponta a origem da infidelidade feminina



Para um leigo, a resposta pode ser óbvia, mas para um biólogo evolutivo, nem tanto. A pergunta que se faz é o porquê as fêmeas de muitas espécies socialmente monógamas resolvem colocar um belo par de chifres nos seus parceiros.

Segundos os cientistas, a explicação para a traição dos machos é direta e simples: quanto mais o macho copular com outras fêmeas, mais filhotes terá e assim seus genes se perpetuarão. Mas para as fêmeas, a resposta é mais complexa.

Estudos recentes mostram que as fêmeas assumem riscos maiores ao cometer infidelidade, desde o abandono do seu macho até a propagação de doenças sexualmente transmissíveis, passando pela possibilidade de ataque por um predador. Entretanto, as fêmeas continuam a procurar relações fora do “casamento”.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Ornitologia,na Alemanha, têm agora uma explicação bem peculiar para tal fato: a genética. Depois de estudar ao longo de 5 gerações um grupo de 1.500 mandarins (um pequeno pássaro nativo da austrália e de hábito monogâmico), os cientistas chegaram à conclusão de que as fêmeas que copulam com vários parceiros são filhas de machos promíscuos que também faziam o mesmo.

Sem qualquer outra evidência científica, este pequeno pássaro, de apenas 15 centímetros, foi durante décadas uma espécie de cobaia, na qual permite aos cientistas desta pesquisa afirmar categoricamente que o resultado desta pesquisa genética em mandarins também pode ser aplicada aos seres humanos. Ou seja, as filhas dos homens promíscuos também seriam promíscuas.
Fonte: Publico.es

domingo, 24 de abril de 2011

Espécies de pássaros sabem identificar ovos de impostores

Foto: Chris Gash/The New York Times


O hábito do pássaro tecelão-parasita de pôr ovos no ninho de outros para serem chocados provoca uma espécie de corrida armamentista das aves. O tecelão-parasita encontra formas aprimoradas de imitar os ovos do pássaro hospedeiro e este responde com novos métodos para distinguir os ovos do tecelão-parasita dos seus.

Os pássaros hospedeiros usam duas técnicas: aprimoram a capacidade de reconhecer ovos estranhos usando a visão ou variam a cor dos próprios ovos para ficar mais difícil para o tecelão-parasita imitá-los. Cientistas liderados por Claire N. Spottiswoode, pesquisadora da Universidade de Cambridge, colocaram ovos estranhos nos ninhos de três espécies da região sul da Zâmbia. Depois, eles verificaram se os pássaros sabiam identificar o impostor.

A prínia-de-flancos-castanhos se saiu muito mal ao diferenciar um ovo estranho de aparência similar aos seus usando a visão. Mas os ovos da prínia têm diversas cores e uma ampla variedade de padrões e eles confiam nisso para impedir que o ovo de um tecelão-parasita fique idêntico aos deles. A fuinha-de-faces-vermelhas, por sua vez, era muito boa para identificar um ovo estranho só de ver, embora seus ovos sejam os que menos variam na aparência.

A terceira espécie, a fuinha-chocalheira, ficou entre as duas na capacidade de diferenciar e na variação da cor dos ovos. O tecelão-parasita nunca põe ovos em ninhos de fuinha-chocalheira, sugerindo que é dela a estratégia mais bem-sucedida de todas.

Spottiswoode, cujo relatório foi publicado em The Proceedings of the Royal Society B, traçou um paralelo entre os pássaros e humanos: “A diversidade espetacular dos ovos da prínia-de-flancos-castanhos evoluiu da mesma forma que nosso sistema imunológico evolui em resposta a patógenos. Quanto mais diversos forem os genes de resistência a doenças, melhores são as chances de escapar às suscetibilidades de uma doença”.
Fonte: The New York Times