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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Nova arma contra a dengue


Pesquisadores da FIOCRUZ trabalham em uma pesquisa que pode erradicar a denge no mundo. O  método consiste em infectar o mosquito Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia.  O microrganismo funciona como uma "vacina" para o mosquito da dengue, impedindo que o mosquito transmita o vírus da dengue.
 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nova espécie de abelha homenageia Ronaldinho Gaúcho

Imagem de exemplar macho da espécie 'Eulaema quadragintanovem', abelha cujo nome é uma homenagem à passagem do jogador Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético Mineiro. (Foto: Divulgação/André Nemésio)
Segundo ele, foram encontrados dois exemplares machos da espécie E. quadragintanovem, ou E. 49, em duas áreas com remanescentes de Mata Atlântica no Ceará. Um no Parque Nacional de Ubajara, na cidade de mesmo nome, em 2011, e outro nas proximidades da Serra do Baturité, em Guaramiranga.
Não é novidade que o futebol é a paixão de grande parte dos brasileiros. O amor pelo time do coração pode interferir até na vida profissional. Quando o profissional em questão é um biólogo, até os animais podem se beneficiar dessa paixão.Uma nova espécie de abelha encontrada no Brasil por pesquisadores de Minas Gerais foi batizada em homenagem à passagem do jogador Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético Mineiro, popularmente conhecido como Galo.
A abelha recebeu o nome de Eulaema quadragintanovem e sua descoberta será publicada na edição desta quarta-feira (11) da revista científica "Zootaxa", da Nova Zelândia. "Quadragintanovem” representa o número 49 escrito por extenso em latim e é o atual número da camisa que Ronaldinho Gaúcho usa nas partidas em que joga pelo Atlético Mineiro.

Fonte: G1




quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Descoberta nova espécie de peixe que tem o pênis na cabeça


Cientistas descobriram uma espécie de peixe com o pênis na cabeça. O animal vive no delta do Rio Mekong, no Vietnã. O Phallostethus cuulong é o mais novo membro da família Phallostethidae, que reúne pequenos peixes encontrados em águas do Sudeste Asiático e se distingue justamente pela posição do órgão sexual masculino.

Macho (A)  tem o pênis na cabeça. 


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Pílula anticoncepcional masculina pode virar realidade



Pesquisadores descobriram uma substância que tem grandes chances de produzir a primeira pílula anticoncepcional para homens. Estudada inicialmente como uma droga de combate ao câncer, a JQ1 mostrou ser eficaz também na diminuição da produção e da qualidade dos espermatozoides de ratos sem prejudicar sua esterilidade.
Segundo a pesquisa publicada no periódico científico Cell nesta sexta-feira (17/08), o comportamento de acasalamento dos machos também não foi abalado, nem os níveis de testosterona sofreram alterações – o que indica que o apetite sexual dos homens não deve sofrer alterações com a provável pílula.
O grupo do Instituto de Câncer Dana-Farber de Boston, nos Estados Unidos, verificou uma queda de 90% na contagem de espermatozoides e de, pelo menos, 75% na mobilidade das células durante as seis semanas de testes. Segundo o autor da pesquisa, James Bradner, a fertilidade das cobaias só foi afetada no período em que elas recebiam a substância. Com a interrupção, a contagem voltou ao normal em um mês.
Isto acontece porque o componente inibe diretamente a ação de uma proteína que é essencial para a fertilidade, a BRDT. Como ela entra no núcleo de uma célula germinativa para fazê-la amadurecer como um espermatozoide, a JQ1 se liga à proteína nesse momento e bloqueia as ordens. "É como remover o recado que lembra a célula para se transformar em um espermatozoide", diz Bradner.
 Fonte: UOL

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Recentes avanços da Genética



Segue link do artigo "Do laboratório à sala de aula: os recentes avanços da Genética". Um texto interessante, cheio de curiosidades sobre temas atuais em Genética.

http://www.geneticanaescola.com.br/ano5vol1/MS16_009.pdf

terça-feira, 31 de julho de 2012

Anfíbio raro é encontrado em Rondônia

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)O trabalho de um grupo de biólogos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, resultou na descoberta de um anfíbio de formato parecido com uma cobra. Atretochoana eiselti é o nome científico do animal raro descoberto em Rondônia. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas 'América do Sul'. A descoberta ocorreu em dezembro do ano passado, mas apenas agora foi divulgada.

 O biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, concessionária da usina hidrelétrica, conta que foram encontrados seis exemplares do anfíbio, que ficou conhecido como cobra mole, durante o processo de secagem de um trecho do leito do rio. Os animais estavam no fundo do Rio Madeira entre pedras que compunham as corredeiras de Santo Antônio, no leito original do rio.
 “A Amazônia é uma caixa de surpresa em se tratando de anfíbios e répteis. Ainda há muita coisa para ser descoberta”, afirma o biólogo.
 Segundo Tupan, o ponto mais importante dessa descoberta é que agora se tem a noção de onde a Atretochoana eiselti pode ser encontrada. “Provavelmente em todo o Rio Madeira até a região da Bolívia”, diz.
 Os primeiros exemplares do anfíbio foram encontrados pela equipe de Juliano Tupan em dezembro do ano passado. Em janeiro passado ele encontrou mais dois exemplares, mas morreram. Juliano explica que a divulgação da descoberta foi feita somente agora porque estava em processo de validação e catalogação científica.
 “Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, lembra Juliano Tupan.
O formato cilíndrico do corpo do anfíbio faz logo pensar que se trata de uma cobra meio esquisita. Mas Juliano explica que a Atretochoana eiselti não tem parentesco algum com répteis. “Esse anfíbio é parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos. Apenas se parece com uma serpente, mas não é”, afirma o biólogo.
Fonte: G1

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cientistas mapeiam genoma do espermatozoide humano


Espermatozóide humano


Pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, concluíram o mapeamento do genoma de 91 espermatozoides a partir de amostras retiradas de um único homem. Essa é a primeira vez que o sequenciamento completo de um gameta humano é feito. O estudo vai ajudar a compreender as possíveis variações genéticas a partir de um só indivíduo, além de aspectos relacionados à hereditariedade, infertilidade e mudanças na qualidade do esperma. Os resultados serão publicados nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

A maioria das células no corpo humano tem duas cópias de cada um dos 23 cromossomos, chamados de células diploides. Mas os gametas, como o óvulo e o espermatozoide, têm somente uma cópia com 23 cromossomos. Quando essas células se alinham, o óvulo fertilizado tem, novamente, um DNA completo – mas diferente daqueles provenientes dos pais.
Até agora, cientistas tiveram que confiar em estudos de genética da população para estimar a frequência com que a herança genética é recombinada. Com o sequenciamento completo de espermatozoides, é possível traçar quantas combinações diferentes em cada indivíduo são possíveis em uma escala muito mais refinada.
A pesquisa da Stanford mostrou que cada espermatozoide variava tanto na herança genética quanto no número de mutações. Dois espermas, por exemplo, não apresentaram cromossomos inteiros. “Os locais de troca, a frequência e o nível dessa mistura genética é única em cada esperma e em cada óvulo”, disse Stephen Quake, PhD, professor de bioengenharia e física aplicada e autor da pesquisa. 
 “Pela primeira vez nós fomos capazes de gerar um mapa de recombinações individual e uma taxa de mutação para cada um dos espermas de uma única pessoa”, disse o coautor do estudo Barry Behr, PhD, professor de obstetrícia e ginecologia e diretor do laboratório de fertilização in vitro da Stanford.
O estudo terá implicações no trabalho médicos e pesquisadores que trabalham com a infertilidade. Isso porque problemas durante a recombinação podem fazer com que espermatozoides percam partes inteiras de cromossomos ou até cromossomos inteiros, tornando-os incapazes de fertilizar um óvulo.
Metodologia – Para conduzir a pesquisa, os especialistas isolaram e sequenciaram 91 espermatozoides de um homem de 40 anos de idade, com filhos saudáveis e amostras de sêmen de aparência normal. Além disso, fizeram o sequenciamento genético completo desse homem, obtido por meio de células diploides, a fim de compará-lo com os gametas e ver onde cada recombinação cromossômica ocorreu.
Os pesquisadores identificaram de 25 a 36 novas mutações nos nucleotídeos de cada célula do espermatozoide que não estavam presentes na amostra diploide. Essas mutações aleatórias são outra maneira de gerar variabilidade genética, mas se ocorrerem em pontos específicos podem ter efeitos prejudiciais.
Manipulação genética - Mas para fazer o sequenciamento, os espermatozoides são destruídos, o que significa que eles não podem ser reaproveitados para a fertilização. No entanto, o genoma das células individuais descrito no artigo poderá ser usado para diagnosticar desordens reprodutivas masculinas e ajudar casais inférteis a avaliar as opções de tratamento disponíveis. 
“Num futuro próximo, o genoma poderá ajudar a selecionar espermatozoides para a fertilizaçãoin vitro. O DNA é a matéria-prima que, em última análise, define o potencial do gameta. Se entendermos melhor esse processo, poderemos entender melhor a fertilidade humana”, disse Behr.

Fonte: Veja

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Nova espécie de crustáceo homenageia Bob Marley

Marley (Foto: Paul Sikkel/Divulgação)
O pesquisador Paul Sikkel, da Universidade Estadual do Arkansas, nos EUA, ao descobrir uma nova espécie de crustáceo que habita áreas de corais no leste do Caribe, resolveu homenagear o cantor de reggae Bob Marley.
O pequeno parasita Gnathia marleyi ganhou esse nome por causa do “respeito e admiração” que o biólogo tem pela música do artista.
“Além disso, essa espécie é exclusivamente caribenha, como foi o Marley”, disse o especialista ao jornal americano "USA Today". O animal fica escondido em corais e esponjas, e infesta peixes que vivem por ali. A espécie foi descrita na edição de 6 julho da revista científica "Zootaxa".

Fonte: G1

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Microbioma Humano


Um estudo publicado na Nature concluiu que 10 vezes a quantidade de células que compõem o corpo humano é o número de microrganismos que vivem em uma pessoa sadia. Isso quer dizer que 100 trilhões de micróbios habitam um único indivíduo. Alguns são essenciais para a saúde, uma vez que produzem certos compostos vitamínicos e anti-inflamatórios. O estudo identificou 11.174 espécies. 

domingo, 24 de junho de 2012

Super-visão

Editora Globo

A visão é um dos sentidos mais complexos de serem estudados. Os olhos percebem as cores através de células chamadas cones oculares. A maioria dos seres humanos possui três tipos de cones e são tricromáticas. Pessoas com deficiência visual total têm apenas dois tipos de cones e são dicromáticas.

A mulher estudada é tetracromática e tem a capacidade de enxergar cores mais profundamente que as outras pessoas. A pesquisadora e sua equipe encontraram diversos tetracromáticos, mas apenas uma passou no teste. A prova incluía mostrar três círculos coloridos com um diferencial que apenas um verdadeiro tetracromático poderia detectar.

A dúvida agora é por que apenas uma mulher tem o olhar diferenciado e as outras, que também possuem quatro cones, não?

Em entrevista à revista Discover a estudiosa comentou: “Agora sabemos que os tetracromáticos existem. Mas não sabemos o que torna alguém um tetracromático funcional sabendo que muitas outras mulheres possuem os quatro cones, mas não têm o diferencial.”

E os homens? Segundo pesquisas de 1948, do holandês HL de Vries sobre daltonismo, essa alteração que aparecia frequentemente nas famílias, não afetava as mulheres.

Fonte: Revista Galileu

domingo, 6 de maio de 2012

Um novo reino na natureza?





Um organismo unicelular descoberto na Noruega está dando o que falar. Segundo cientistas, ele é tão diferente de todos os organismos conhecidos até hoje que um novo grupo base, conhecido como novo reino, foi criado: Collodictyon.

Esse organismo singular foi encontrado em um lago no sul de Oslo, Noruega. De acordo com a cientista Kamran Shalchian-Tabrizi, da Universidade de Oslo, não há outro ser vivo que descenda de tão perto das raízes da árvore da vida.

“O micro-organismo está entre os mais antigos eucariontes. Ele evoluiu há cerca de um bilhão de anos. Ele nos mostra como a Terra parecia ser no início”, diz Shalchian-Tabrizi. Os cientistas noruegueses analisaram o genoma do organismo encontrado e descobriram que ele é eucarionte, mas não se enquadra em nenhum dos grupos principais (animais, plantas, fungos, algas ou protistas).

Ele tem de 30 a 50 micrômetros (a espessura de um cabelo humano) e se alimenta de algas, preferindo viver sozinho, em detrimento de conviver em grupos. Sua singularidade também reside no fato de ter quatro flagelos, ao invés de um ou dois, o que seria considerado normal.

O micro-organismo também tem características que são marcas das algas e das amebas, pertencentes a dois reinos eucariontes diferentes. Devido a esse motivo, os pesquisadores acreditam que o micro-organismo seja o ancestral desses dois reinos. 

Fonte: Hypescience

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Encontrado o que pode ser menor camaleão do mundo



Um dos menores camaleões do mundo foi descoberto por pesquisadores em uma ilhota de calcário em Madagascar. O minúsculo camaleão Brookesia micra tem comprimento máximo de 29 milímetros. Cientistas alemães também descobriram três novas espécies no norte da ilha. Os pesquisadores temem que os animais corram risco de extinção, caso haja alteração no seu habitat.
A descoberta foi publicada pela revista científica PLoS ONE.
A equipe do cientista Frank Glaw, do Zoologische Staatssammlung, de Munique, é especializada em camaleões pequenos, já tendo descoberto outras espécies semelhantes no passado. Os animais foram encontrados à noite durante a estação das chuvas de Madagascar. Os cientistas tiveram que vasculhar o chão com ajuda de lanternas.
- Eles vivem entre as folhas durante o dia, mas à noite saem e você consegue achá-los.
A menor das espécies foi encontrada em uma ilhota remota de calcário. 
Os pesquisadores acreditam que pode ser um caso de nanismo insular, um fenômeno no qual espécies diminuem de tamanho com o tempo para se adaptar a um habitat menor, segundo Glaw.
- É possível que a grande ilha de Madagascar tenha produzido uma espécie geral de camaleões minúsculos, e que uma ilhota pequena tenha produzido a espécie menor.
Uma análise genética comprovou que os camaleões são na verdade parte de quatro espécies distintas.
Miguel Vences, da universidade alemã de Braunschweig, que participou da equipe, comentou a descoberta.
- Isso indica que eles se separaram há milhões de anos, antes mesmo do que várias outras espécies de camaleão.
Cada espécie nova está restrita a um território muito pequeno. O menor dos territórios tem apenas 0,5 km2.
- Em Madagascar, muitas espécies estão restritas a pequenos habitats, e isso faz com que seja importante conservá-los.
Outra espécie minúscula - o B. tristis, que significa "triste" - foi achado em uma parte isolada de uma floresta, próximo a uma cidade. O nome foi escolhido pelos cientistas para alertar para o perigo de extinção das espécies, que são muito frágeis.

Fonte: BBC

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cientistas encontram o maior vírus do mundo


Cientistas do Instituto de Informação Estrutural e Genômica, na França, revelaram o genoma do maior vírus conhecido. Chamado Megavirus chilensis, o micro-organismo é encontrado nas águas chilenas. O instituto é parte do Centro de Pesquisas Científicas (CNRS, na sigla em francês) do país.


O código genético do Megavirus é cerca de 6,5% maior do que o antigo detentor do recorde de maior DNA entre os vírus: o Mimivirus, isolado em laborátorio em 2003. A imagem foi feita com a ajuda de um microscópio eletrônico.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cientistas australianos testam bactéria para conter transmissão da dengue por mosquitos



Injetar uma bactéria em mosquitos pode impedir que eles transmitam o vírus da dengue, ajudando a controlar o avanço da doença que atinge 50 milhões de pessoas e mata cerca de 20 mil por ano em mais de 100 países do mundo. Em dois artigos publicados pela revista "Nature" esta semana, cientistas australianos relatam que mosquitos fêmeas infectados com a bactéria Wolbachia contaminaram seus filhotes facilmente, tornando-os livres da dengue. Segundo eles, estes mosquitos deveriam ser soltos na natureza para conter a doença.
 
- Vimos que a bactéria reduz a capacidade dos mosquitos de transmitir a dengue, quase abolindo o vírus dos seus corpos - conta Scott O'Neill, professor da Universidade Monash, na Austrália, e principal autor dos artigos.
 
No experimento, O'Neill e sua equipe injetaram a bactéria em mais de 2,5 mil larvas do Aedes aegypti. Depois que elas eclodiram, os mosquitos foram alimentados com sangue contaminado por dengue, mas nenhum deles se tornou transmissor da doença.

 - A bactéria não se espalha no meio ambiente e é repassada de mãe para os filhos pelos ovos - conta O'Neill. - E quando machos infectados cruzam com fêmeas não infectadas, todos seus ovos morrem. Isso daria um benefício indireto para as fêmeas com a Wolbachia, pois quando elas cruzam com machos infectados seus ovos eclodem normalmente. E como todos seus ovos têm a Wolbachia, a bactéria se torna mais e mais comum a cada geração.

 Segundo O'Neill, há duas teorias para explicar por que a bactéria impede que os mosquitos transmitam a dengue. Numa delas, a Wolbachia provocaria um aumento da atividade do sistema imunológico dos insetos, protegendo-os do vírus. Na outra, a bactéria competiria com o vírus pelo alimento dentro do corpo dos mosquitos, dificultando sua replicação.
 
A equipe do cientista soltou quase 299 mil mosquitos infectados em 370 locais da Austrália em janeiro e verificou que a bactéria se espalhou na população dos insetos com sucesso. Agora, os cientistas buscam aprovação para liberar os mosquitos infectados em regiões onde a dengue é endêmica, como o Brasil, Vietnã, Tailândia e Indonésia, para ver se eles conseguem reduzir as taxas de transmissão da doença.

 - É uma alternativa para o controle da dengue de baixo custo e sustentável, cabível para uso em grandes regiões urbanas de países em desenvolvimento - defende o pesquisador.

Fonte: O Globo




terça-feira, 23 de agosto de 2011

Terra abriga 8,7 mi de espécies diferentes

O planeta Terra tem 8,7 milhões de espécies diferentes, embora poucas tenham sido descobertas e catalogadas, afirmaram pesquisadores esta terça-feira. Este número, publicado na revista PLoS Biology e apresentado como "o cálculo mais preciso divulgado até agora", revisa estimativas anteriores que oscilavam entre 3 e 100 milhões. Estima-se que 1,25 milhão de espécies tenham sido descobertas e classificadas desde que o cientista sueco Carl Linnaeus instaurou, em meados do século 18, o sistema de taxonomia adotado até hoje. A cifra de 8,7 milhões é uma projeção baseada em uma análise matemática das espécies conhecidas.

Segundo o estudo, realizado por cientistas da Universidade de Dalhousie, no Canadá, e da Universidade do Havaí, ainda não foram descobertas 86% das espécies terrestres e 9% das marinhas.

"A pergunta de quantas espécies existem intrigou os cientistas durante séculos e a resposta, junto com o estudo de outros sobre a distribuição e a abundância das espécies, é particularmente importante agora porque uma grande quantidade de atividades humanas e influências estão acelerando a taxa de extinção", disse o autor principal do trabalho, Camilo Mora, da Universidade do Havaí.

"Muitas espécies podem desaparecer antes mesmo de sabermos de sua existência, de seu nicho único e função nos ecossistemas, e de sua contribuição para melhorar o bem-estar humano", acrescentou.

O estudo calcula que haja 7,77 milhões de espécies de animais, das quais 953.434 descritas e catalogadas, e 298.000 espécies de plantas, com 215.644 descritas e catalogadas até o momento. Os cientistas também afirmaram que há provavelmente 611.000 espécies de fungos, como o mofo e os cogumelos, dos quais 43.271 são conhecidos pela ciência. Por volta de 36.400 espécies de protozoários ou organismos unicelulares como as amebas, e 27.500 espécies eucariotas como as algas pardas, também foram incluídas na contagem projetada.

"A Humanidade se comprometeu a salvar espécies em risco de extinção, mas até agora não tínhamos uma ideia real de quantas seriam", disse o co-autor do estudo, Boris Worm, da Universidade de Dalhousie.

A Lista Vermelha, publicada pela União Internacional para a Conservação da Natureza acompanha 59.508 espécies, das quais 19.625 são consideradas ameaçadas de extinção.

Fonte: AFP

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nova espécie de peixe é descoberta em caverna submarina


Uma fotografia distribuída nesta terça-feira pelo Museu de História Natural de Chiba, no Japão, mostra uma nova espécie de enguia encontrada em uma caverna submarina. A descoberta ocorreu ano passado em uma caverna a 35 m de profundidade próxima a uma ilha de Palau, no Oceano Pacífico.

A enguia foi chamada de "fóssil vivo" por ser extremamente similar às primeiras enguias que existiram 200 milhões de anos atrás. Os biólogos que descobriram a nova espécie publicaram seus estudos no jornal britânico Proceedings of the Royal Society.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Fóssil pode desbancar 'Archaeopteryx' da posição de primeiro pássaro

Um fóssil encontrado na China pode representar o fim do reinado de 150 anos do Archaeopteryx como exemplo mais antigo de ave evoluída a partir dos dinossauros. Batizada Xiaotingia zhengi, a nova espécie de dinossauro emplumado forçaria um rearranjo da árvore filogenética dos terópodes, tirando o Archaeopteryx da sua posição de primazia e levando ele e seus parentes para uma família de dinossauros  que ainda não seriam aves.

Do tamanho de uma galinha e pesando cerca de 800 gramas, o Xiaotingia foi encontrado em formações rochosas datadas de 155 milhões de anos. Embora não seu fóssil esteja tão bem conservado quanto vários exemplares de Archaeopteryx já encontrados, ele apresenta características que o fazem um potencial alterador de toda a cadeia de espécies que teriam desembocado nos pássaros modernos.
Fonte: O Globo 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cogumelo bioluminescente é redescoberto no Brasil


Pesquisadores brasileiros encontraram, no Piauí, um tipo de cogumelo que não se via há 170 anos. Sob a nomenclatura científica de Neonothopanus gardneri, o fungo chama atenção por ser bioluminescente. A pesquisa, feita por um grupo de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e das universidades americanas de São Francisco e de Hilo, no Havaí, será publicada na revista Mycologia.
Em entrevista à BBC Brasil, o professor Cassius Vinicius Stevani, do Instituto de Química da USP revelou que, do grupo de cogumelos que emite luz, este é o maior e mais ‘brilhoso’ já encontrado no Brasil.
Há 71 espécies de fungos que emitem luz, 12 delas no Brasil. Ainda que os cientistas não saibam qual é o processo químico que permite que o cogumelo emita luz, uma das teses é de que seja uma estratégia para atrair insetos, ajudando os fungos a dispersar seus esporos para a reprodução.
O pesquisador conta que descobriu a existência dos fungos em 2001 e, desde então, recebe fotos e relatos de Tocantins e Goiás a respeito de um ‘cogumelo grande, amarelo, que emitia uma luz’. Stevani acrescentou que já participou de expedições noturnas para a coleta do cogumelo, e que as buscas acontecem em noites “escuras, de lua nova, com as lanternas desligadas”.
Conhecido popularmente como ‘Flor de coco’, o fungo foi descoberto em 1840 por um botânico britânico, que viu garotos brincando com o que pensou serem vagalumes, na cidade de Natividade, em Tocantins. Este cogumelo, no entanto, foi classificado como Agaricus gardeni e não tinha sido visto até então.
Fonte: Jornal do Brasil

domingo, 29 de maio de 2011

Cientistas elegem as mais significativas espécies descobertas em 2010

O mundo está cheio de espécies de animais, plantas, fungos e micróbios ainda desconhecidos pelo homem. Desde que o cientista sueco Carolus Linnaeus criou seu sistema de classificação no século XVIII, cerca de 2 milhões delas já foram descritas, mas as estimativas são de que ainda restam entre 10 milhões e 100 milhões a ganharem as atenções dos biólogos.
Para comemorar o aniversário de Linnaeus, na segunda-feira, e destacar a importância da preservação da biodiversidade no planeta, um comitê científico reunido pelo Instituto Internacional para Exploração de Espécies da Universidade do Arizona elegeu as 10 mais significativas descobertas do ano passado. Entre elas estão cogumelos fosforescentes; uma aranha cuja teia é 10 vezes mais forte que o kevlar, material usado na fabricação de coletes a prova de balas; e bactérias que estão corroendo os restos do Titanic. Confira a lista:
1) Tyrannobdella rex - O nome desta sanguessuga descoberta no Peru é uma lembrança do Tiranossauro rex, maior carnívoro que habitou a Terra. Com apenas cinco centímetros de comprimento, o que a diferencia das outras cerca de 600 espécies já conhecidas de sanguessugas é o fato de ela ter uma única mandíbula com apenas um gigantesco dente. Detalhe: o espécime descrito foi encontrado dentro do nariz de uma menina peruana.
2) Halomonas titanicae - Esta bactéria submarina tem um metabolismo baseado na decomposição do ferro e vive em condições extremas, com pressão elevada e temperatura próxima do zero grau. Ela foi descoberta no casco do naufrágio do Titanic e está ajudando a destruir o que resta do navio.
3) Halieutichthys intermedius - Este tipo de peixe-morcego recebeu de seus descobridores a alcunha de "panqueca" por seu formato achatado e amarelado. Ele se arrasta pelo fundo do Golfo do México e, mal foi descrito, já está ameaçado, pois sua área de ocorrência é justamente a que foi afetada pela explosão e vazamento de óleo da plataforma Deepwater Horizon no ano passado.
4) Mycena luxaeterna - É uma das apenas 71 espécies de cogumelos bioluminescentes já descobertas entre as centenas de milhares descritas. Com oito milímetros de altura, ele brilha com uma luz amarelo-esverdeada e foi encontrado na Mata Atlântica brasileira, próximo de São Paulo.
5) Saltoblattella montistabularis - Esta barata saltadora encontrada no Parque Nacional de Table Mountain, na África do Sul, tem tudo para ser motivo de pesadelos. Diferentemente de suas irmãs, ela tem patas e corpo modificados que a tornam parecida com um grilo, movendo-se aos pulos. Até sua descoberta, as únicas baratas saltadoras conhecidas eram fósseis do período Jurássico.
6) Varanus bitatawa - Mesmo com quase dois metros de comprimento e pesando cerca de 10 quilos, este lagarto da ilha filipina de Luzón passou séculos desapercebido pela comunidade científica. Ele foi classificado dentro do mesmo gênero do lagarto gigante de Komodo (Indonésia), mas ao contrário deste, que é carnívoro, a nova espécie filipina só se alimenta de frutas.
7) Philantomba walteri - A descoberta deste novo tipo de mamífero, parecido com um veado, é uma mostra de como o continente africano ainda guarda muitos mistérios. Sua primeira descrição também diz muito sobre a relação do homem com a natureza e a ciência: os biólogos encontraram a espécie rara em um mercado de rua, onde era vendida como carne de caça.
8) Glomeremus orchidophilus - Este pequeno grilo é um trabalhador especializado com um apetitte único. Ele é encontrado apenas na Ilha Reunião, no Oceano Índico, e vive associado continuamente a uma flor, a orquídea Angraecum cadetii, muto rara e ameaçada. Ele é o único grilo polinizador conhecido desta orquídea, o que torna sua sobrevivência diretamente ligada ao inseto.
9) Psathyrella aquatica - Este é mais um caso raro no reino dos fungos. Os pesquisadores o encontraram em um rio do estado americano do Oregon e é a única espécie de cogumelo conhecida que passa todo seu ciclo de vida debaixo da água.
10) Caerostris darwini - Para quem gosta dos "mais em tudo", esta espécie de aranha encontrada em Madagascar se destaca. Suas enormes teias cobrem áreas de mais de 30 metros de comprimento e capturam dezenas de espécies de insetos diferentes. Ela também é feita com fios super-fortes, duas vezes mais resistentes do que os produzidos por outras aranhas e 10 vezes mais que o kevlar, um dos mais fortes materiais já criados pelo homem.