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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Galeria dos bichos ameaçados: Trichomycterus itacarambiensis


Foto: Marcelo Fulgêncio Guedes de Brito

Texto publicado na Revista Ciência Hoje das Crianças nº 274 p. 13-16 (Dezembro/2015)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Galeria dos Bichos Ameaçados: Listrura camposi


Foto: Cristiano Moreira


Texto publicado na Revista Ciência hoje das Crianças, nº 264 (Jan-Fev/2015)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Galeria dos bichos ameaçados: Supercolorido



Texto publicado na Revista Ciência Hoje das Crianças Nº 240.
Foto  : Ricardo Britzke

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Morre tartaruga Solitário Jorge


A tartaruga gigante Solitário Jorge, morta neste domingo


Solitário Jorge, a última tartaruga gigante de sua espécie que habitava as ilhas Galápagos, morreu neste domingo depois de infrutíferas tentativas para que se reproduzisse, informou a reserva ecológica equatoriana. Muitos cientistas o consideravam a criatura mais rara da Terra.

O animal, único sobrevivente da espécie Geochelone abigdoni, tinha idade estimada em mais de 100 anos e foi encontrado sem vida no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz, informou o Parque Nacional Galápagos (PNG) em um comunicado.

"Com a morte desta tartaruga se extingue a espécie da ilha Pinta", de onde a tartaruga gigante era originária, lamentou a direção do parque, que em 1993 submeteu Jorge a um processo de reprodução mal sucedido.

O Parque Nacional Galápagos anunciou que, em "homenagem" a Solitário Jorge, realizará um seminário internacional nos próximo mês de julho para elaborar uma estratégia de manejo das populações de tartarugas nos próximos dez anos, com a finalidade de obter a restauração das espécies.

Fonte: Revista Veja



quinta-feira, 10 de maio de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mudanças climáticas ameaçam 900 espécies de aves tropicais




As mudanças climáticas podem causar a extinção de 900 aves de regiões tropicais em todo mundo até o fim do século, adverte estudo recém-publicado na revista “Biological Conservation”. O Brasil será um dos países mais afetados — cerca de 20% das espécies do Cerrado podem desaparecer, de acordo com estimativa de Cagan Sekercioglu, professor de biologia da Universidade de Utah, um dos autores do trabalho. Sua pesquisa levou em consideração o cenário no qual a temperatura média do planeta subirá 3,5 graus Celsius, calculando o impacto deste aquecimento nas florestas, o habitat das aves, e considerando ainda a destruição de vegetação pela atividade humana. O estudo apresenta dados para as discussões sobre o impacto do crescimento econômico sobre a diversidade biológica do planeta, um dos temas chaves da Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que será realizada em junho.
Com cerca de 1.600 espécies, o Brasil é um dos países mais ricos do mundo em aves, tendo 16% das dez mil espécies de todo o mundo, de acordo com informações de Sekercioglu:
— Grande parte destas espécies são da Amazônia, que, com as mudanças climáticas, deve ficar mais seca e menos florestada, com substituição de vastas áreas por Cerrado. Isso ameaçará várias aves.
A Mata Atlântica brasileira também abriga vários pássaros ameaçados de extinção. Muitos deles vivem em áreas serranas, que sofrerão grande impacto com o aumento das temperaturas. Os pesquisadores calculam que cada grau de aquecimento signifique o desaparecimento de cem a 500 espécies.
— Estas aves não encontrarão o clima do qual precisam quando houver aumento das temperaturas. Elas não conseguirão ir a locais mais altos, podendo ser extintas. Um exemplo é o saudade-de-asa-cinza (Tijuca condita) — citou o pesquisador.
O símbolo do risco que a biodiversidade do planeta está correndo com a perda de tantas espécies, para Sekercioglu, é o tangará. Das 45 variedades deste pássaro, as que vivem na Amazônia e no Cerrado são as mais vulneráveis. Eles precisarão encontrar algum local seguro para continuar sobrevivendo em um planeta mais quente.
— A fragilidade dos tangarás mostra a importância de haver uma área tropical na qual os pássaros consigam encontrar as condições de sobrevivência — alertou. — Precisamos planejar para garantir locais adequados para os quais as espécies ameaçadas de extinção consigam ir.
Não basta escolher qualquer lugar como área de proteção. É preciso avaliar quais serão os impactos do aquecimento global. No Brasil, Sekercioglu sugere que a Mata Atlântica, onde as florestas se desenvolvem em áreas serranas, abrigue mais unidades de conservação para as aves.
Além das aves, a pesquisa ressalta que o impacto do aquecimento global deverá ser grande na diversidade de mamíferos e anfíbios. Os pássaros, porém, são considerados bons indicadores das mudanças que estão por vir com o aumento de temperatura do planeta. De acordo com os cientistas, observadores de aves podem dar o primeiro alerta sobre mudanças.
— Além dos pesquisadores, os observadores de aves também vão para campo e multiplicam os relatos do aparecimento de pássaros. Desta forma, é possível fazer um mapeamento bem abrangente dos locais em que as aves foram vistas — explica o membro do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos, o ornitólogo e observador de aves Fernando Pacheco. — As máquinas de fotografar digitais facilitaram o trabalho. O portal WikiAves é um exemplo disto, ainda que a distribuição dos observadores pelo território natural não seja equitativa. Em São Paulo, há mais de mil. No Acre, são poucos.


Fonte: O Globo

domingo, 3 de julho de 2011

Geneticistas estão decifrando o DNA do demônio da Tasmânia



Muito conhecido por retratações em desenhos animados, o demônio da Tasmânia, cujo nome científico é Sarcophilus harrisii, está tendo o seu DNA decodificado por geneticistas americanos.

O demônio da Tasmânia corre risco de extinção, especialmente pela facilidade que o animal tem em desenvolver tumores malignos, em várias espécies. Uma pesquisa, encabeçada por cientistas dos Estados Unidos, busca entender melhor o DNA desde animal, a fim de evitar sua extinção.

Em meados dos anos 90, esforços foram concentrados para entender o motivo pelo qual o demônio da Tasmânia desenvolveu uma tendência de apresentar tumores faciais, o que causava grande inchaço craniano e a posterior morte. Já em 2009, várias espécies foram classificadas oficialmente em risco de seres extintas. Estimativas atuais mostram que existe cerca de 40 mil indivíduos, um número relativamente baixo dado a alta taxa de mortalidade.


A pesquisa busca entender melhor os mecanismos de DNA e suas funções específicas, a fim de proteger o demônio da Tasmânia de forma efetiva contra infecções e moléstias. A teoria mais provável para o aparecimento de doenças e baixa imunidade é a falta de diversidade genética já que a maioria dos marsupiais desenvolveram-se em territórios fechados, não ocorrendo mistura genética com outras espécies, o que seria saudável e propiciaria melhor resistência a ataques parasitários.

Demônios da Tasmânia que vivem no cativeiro do laboratório da pesquisa estão passando por uma série de testes genéticos. O principal objetivo é encontrar o gene responsável pela disseminação de tumores.

Os responsáveis pela pesquisa afirmam que foram identificados em regiões da Tasmânia, espécies com grande variabilidade genética. A partir disso, o foco será fazer “cruzamento” da espécie de regiões diferentes e aguardar o crescimento das novas gerações com maior resistência.


Fonte: Jornal Ciência

terça-feira, 28 de junho de 2011

Mico-leão-de-cara-dourada ameaça mico-leão-dourado no Estado do Rio de Janeiro

I

 
Ironia das ironias, a tirar o sono de biólogos e especialistas em conservação. Atualmente, uma grande ameaça à sobrevivência do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é o mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas). Enquanto a área de ocorrência do primeiro é o Norte Fluminense, o segundo vive no Sul da Bahia e, em escala bem menor, no Nordeste de Minas. Ou seja, eles nunca deveriam se encontrar. Mas não se sabe bem como nem quando um grupo de micos-leões-de-cara-dourada chegou a Niterói e, por lá, se multiplicou. Já são 107 indivíduos, segundo a última contagem oficial, e eles estão a menos de 100 km da área do mico-leão-dourado, o mais ameaçado dos micos.
- É uma história muito estranha, que não poderia nunca estar acontecendo - afirma o diretor do Programa Mata Atlântica da ONG Conservação Internacional, Luiz Paulo Pinto. - Mas se trata de um grupo grande. Ele preocupa tanto o Instituto Chico Mendes quanto várias organizações porque está muito próximo da área do mico-leão-dourado, que é uma outra espécie.
Os dois micos são catalogados oficialmente como ameaçados de extinção. Mas enquanto existem pelo menos 6 mil indivíduos do mico-leão-de-cara-dourada na natureza, o número de micos-leões-dourados não passa de 1,2 mil. Especialistas em conservação dizem que o mínimo ideal seria de 2 mil.
- A situação do mico-leão-douroado é muito crítica - afirma Pinto. - Com esse número restrito de indivíduos, se acontecer uma doença, por exemplo, boa parte da população seria dizimada. A única coisa que ameniza um pouco a sua situação é que grande parte deles está em área de conservação, o que garante maior proteção. Mas, mesmo assim, é muito preocupante.

Fonte: O Globo

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Galeria dos bichos ameaçados: sarapó

Por: Jean Carlos Miranda, Piatã Santana Marques e Rosana Mazzoni Departamento de Ecologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro.


Nome científico: Gymnotus pantherinus.
Nome popular:Sarapó.
Tamanho: aproximadamente13 centímetros.
Local onde é encontrado:Riachos costeiros do Sudeste do Brasil.
Hábitat: Mata Atlântica.
Motivo da busca:Animal ameaçado de extinção!



Sarapó, um choquinho de nada


No cartaz, pode parecer uma cobra, mas o sarapó é um peixe, acredite! A semelhança com o réptil fica por conta de seu corpo alongado e liso, que o ajuda na hora de se esconder e de procurar alimentos entre rochas, troncos e sob a vegetação debaixo d’água.

Por falar em água, é nos riachos da Mata Atlântica que este pequeno peixe vive. Sua preferência é por águas frescas e calmas. Quando encontra correnteza mais forte, ele se enterra para se proteger.

O sarapó tem hábito noturno, isto é, ele se esconde durante o dia e aproveita a escuridão da noite para sair, reproduzir e procurar seu alimento preferido: insetos aquáticos! Como no escuro não se pode enxergar muita coisa, esse peixe, ao perceber a presença de uma presa, produz uma descarga elétrica que paralisa o seu alvo e o torna fácil de capturar.

Então o sarapó é um peixe-elétrico? Sim, mas diferentemente de seus parentes – como o peixe poraquê, cujo choque pode fazer um homem adulto desmaiar – a eletricidade produzida pelo sarapó é suficiente apenas para ajudá-lo a capturar os tais insetos aquáticos que costuma comer.

No que diz respeito à reprodução, a fêmea do sarapó coloca cerca de mil ovos de uma vez. Parece muito, mas após o ataque de um predador pode não sobrar ovo algum. Para protegê-los, os pais mantêm todos juntos em um ninho e estão sempre por perto.

Se, naturalmente, já é difícil para o sarapó chegar à idade adulta, imagine se os rios que eles habitam sofressem com lançamento de esgoto, a poluição e o assoreamento que resulta do desmatamento? Pois é exatamente isso que está acontecendo.

Os pesquisadores sabem muito pouco ainda sobre o sarapó, mas concordam em um ponto: a espécie já se encontra ameaçada de extinção.

Foto: Ivan Sazima
Texto pubicado na Edição 223 da Revista Ciência Hoje das Crianças.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Roedor reaparece depois de 113 anos

Editora Globo

Depois de aparecer pela última vez em 1898 e de várias expedições de busca, os biólogos já haviam perdido a esperança de encontrar um representante da espécie Santamartamys rufodorsalis vivo. O animal, conhecido como rato arbóreo vermelho, era considerado praticamente extinto. Até aparecer em 4 de maio bem em frente aos voluntários da Fundação ProAves, na reserva Natural El Dorado, na Colômbia.

As fotos, divulgadas em 18 de maio, mostram que o roedor ficou bem confortável com a presença dos flashes das câmeras. Ele ficou cerca de duas horas com os pesquisadores até retornar para a mata. O rato pode agora entrar para a lista vermelha de espécies criticamente ameaçadas pelos critérios da União Internacional pela Conservação Da Natureza.

Apesar do animal ter aparecido solitário, é muito provável que tenha outros semelhantes na floresta, de acordo com os pesquisadores da ProAves. O que os preocupa agora é que os poucos roedores que ainda restariam na natureza podem estar ameaçados por gatos domésticos que caçam na fauna nativa.

Fonte: Revista Galileu

domingo, 9 de janeiro de 2011

Galeria dos bichos ameaçados: bagrinho

 

Um peixe de rio que cabe na palma da mão corre risco de desaparecer para sempre.

Por: Jean Carlos Miranda, Piatã Santana Marques e Rosana Mazzoni Departamento de Ecologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Procura-se!
Nome científico: Acentronichthys leptos.
Nome popular: bagrinho.
Tamanho: 8,5 centímetros.
Local onde é encontrado: Mata Atlântica, desde o litoral do estado do Rio de Janeiro até Santa Catarina.
Hábitat: partes altas de pequenos riachos.
Motivo da busca: animal ameaçado de extinção!
O bagrinho vive em riachos da Mata Atlântica (foto: Ivan Sazima).

Pelo título, você já sabe de que se trata de um peixe pequeno. E é isso mesmo! O bagrinho cabe na palma da sua mão. Com cerca de oito centímetros já é adulto – bem diferente dos seus parentes peixes do mesmo grupo dos Siluriformes, que podem atingir até dois metros de comprimento.

Este pequeno peixe vive a nadar nas nascentes dos riachos, escondido pela vegetação ou entre pedras e troncos dos rios, onde encontra sua comida favorita: insetos aquáticos – como são chamados os insetos que passam pelo menos um ciclo de suas vidas na água.

A reprodução do bagrinho ocorre entre os meses de setembro e março. As fêmeas podem carregar cerca de 600 ovos. Parece muito? Pois saiba que apenas alguns poucos filhotes conseguem chegar à idade adulta.

O bagrinho pode ser considerado muito exigente quando o assunto é qualidade das águas. Está adaptado à vida em águas limpas e claras, sendo muito sensível às mudanças que acontecem em seu ambiente. Atualmente, poucos peixes desta espécie podem ser encontrados vivendo livres na natureza, principalmente, por causa da degradação do ambiente onde vivem – a Mata Atlântica.

Quando árvores são derrubadas, a temperatura e o nível de água dos riachos, onde o bagrinho vive, sofrem mudanças. O desgaste do solo que o desmatamento pode causar faz com que terra e areia sejam levadas para dentro do rio, deixando a água mais escura e imprópria para nosso bagrinho, que, como vimos, está adaptado a águas cristalinas e livres da poluição.

Texto publicado na edição 213 da Revista Ciência hoje das Crianças.