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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A importância da Bioética




Outro artigo interessante publicado na Revista Genética na Escola (http://www.geneticanaescola.com.br). Ótimo material para discussão sobre o tema.

http://www.geneticanaescola.com.br/ano2vol2/03.pdf

Recentes avanços da Genética



Segue link do artigo "Do laboratório à sala de aula: os recentes avanços da Genética". Um texto interessante, cheio de curiosidades sobre temas atuais em Genética.

http://www.geneticanaescola.com.br/ano5vol1/MS16_009.pdf

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cientistas mapeiam genoma do espermatozoide humano


Espermatozóide humano


Pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, concluíram o mapeamento do genoma de 91 espermatozoides a partir de amostras retiradas de um único homem. Essa é a primeira vez que o sequenciamento completo de um gameta humano é feito. O estudo vai ajudar a compreender as possíveis variações genéticas a partir de um só indivíduo, além de aspectos relacionados à hereditariedade, infertilidade e mudanças na qualidade do esperma. Os resultados serão publicados nesta quinta-feira no periódico científico Cell.

A maioria das células no corpo humano tem duas cópias de cada um dos 23 cromossomos, chamados de células diploides. Mas os gametas, como o óvulo e o espermatozoide, têm somente uma cópia com 23 cromossomos. Quando essas células se alinham, o óvulo fertilizado tem, novamente, um DNA completo – mas diferente daqueles provenientes dos pais.
Até agora, cientistas tiveram que confiar em estudos de genética da população para estimar a frequência com que a herança genética é recombinada. Com o sequenciamento completo de espermatozoides, é possível traçar quantas combinações diferentes em cada indivíduo são possíveis em uma escala muito mais refinada.
A pesquisa da Stanford mostrou que cada espermatozoide variava tanto na herança genética quanto no número de mutações. Dois espermas, por exemplo, não apresentaram cromossomos inteiros. “Os locais de troca, a frequência e o nível dessa mistura genética é única em cada esperma e em cada óvulo”, disse Stephen Quake, PhD, professor de bioengenharia e física aplicada e autor da pesquisa. 
 “Pela primeira vez nós fomos capazes de gerar um mapa de recombinações individual e uma taxa de mutação para cada um dos espermas de uma única pessoa”, disse o coautor do estudo Barry Behr, PhD, professor de obstetrícia e ginecologia e diretor do laboratório de fertilização in vitro da Stanford.
O estudo terá implicações no trabalho médicos e pesquisadores que trabalham com a infertilidade. Isso porque problemas durante a recombinação podem fazer com que espermatozoides percam partes inteiras de cromossomos ou até cromossomos inteiros, tornando-os incapazes de fertilizar um óvulo.
Metodologia – Para conduzir a pesquisa, os especialistas isolaram e sequenciaram 91 espermatozoides de um homem de 40 anos de idade, com filhos saudáveis e amostras de sêmen de aparência normal. Além disso, fizeram o sequenciamento genético completo desse homem, obtido por meio de células diploides, a fim de compará-lo com os gametas e ver onde cada recombinação cromossômica ocorreu.
Os pesquisadores identificaram de 25 a 36 novas mutações nos nucleotídeos de cada célula do espermatozoide que não estavam presentes na amostra diploide. Essas mutações aleatórias são outra maneira de gerar variabilidade genética, mas se ocorrerem em pontos específicos podem ter efeitos prejudiciais.
Manipulação genética - Mas para fazer o sequenciamento, os espermatozoides são destruídos, o que significa que eles não podem ser reaproveitados para a fertilização. No entanto, o genoma das células individuais descrito no artigo poderá ser usado para diagnosticar desordens reprodutivas masculinas e ajudar casais inférteis a avaliar as opções de tratamento disponíveis. 
“Num futuro próximo, o genoma poderá ajudar a selecionar espermatozoides para a fertilizaçãoin vitro. O DNA é a matéria-prima que, em última análise, define o potencial do gameta. Se entendermos melhor esse processo, poderemos entender melhor a fertilidade humana”, disse Behr.

Fonte: Veja

domingo, 18 de setembro de 2011

Brasil aprova uso de feijão transgênico

O cultivo do feijão brasileiro contará com uma boa pitada da ciência. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança aprovou, nesta quinta-feira, o primeiro produto geneticamente modificado totalmente desenvolvido por instituições públicas nacionais: o feijão transgênico. Foram 15 votos a favor, duas abstenções e cinco pedidos de diligência (necessidade de complementação de informações).
O produto foi desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), durante dez anos de pesquisas. O feijão transgênico é resistente ao vírus do mosaico dourado, que pode provocar a perda de toda a produção do feijão e está presente em todas as regiões produtoras. A previsão é de que as sementes cheguem ao mercado daqui a dois ou três anos.
- São vários os impactos: científicos, ambientais, econômicos e para a saúde do trabalhador - comemora Francisco Aragão, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
O cultivo de alimentos transgênicos, no entanto, está longe de ser uma unanimidade. A assessora jurídica da ONG Terra de Direitos, Ana Carolina Brolo de Almeida, criticou duramente a aprovação do feijão geneticamente modificado:
- Diante da flagrante ofensa à legislação e ao estado democrático de direito, das ameaças aos produtores e agricultores, da falta de compravação da segurança do consumo humano, não vemos outra saída que não tomar medidas judicias cabíveis. Já conseguimos anular, em julho, a permissão dada ao milho transgênico. Entre os motivos foi a falta de testes em todos os biomas, e a CTNBio insiste em desrespeitar isso.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Exame de sangue na sétima semana de gestação pode revelar sexo do bebê



Os exames para determinar o sexo do feto e as possíveis anomalias genéticas realizadas através de mostras de sangue da mãe após sete semanas de gravidez são "confiáveis", segundo um estudo publicado nesta terça-feira na revista especializada "Jama".

Os cientistas analisaram 57 pesquisas publicadas anteriormente sobre a eficácia dos métodos para detectar o sexo do feto e determinaram a eficácia das provas que analisam o DNA do bebê no plasma materno. Apesar da diferença entre os estudos, os testes sanguíneos para detectar o cromossomo Y foram muito mais exatos que os exames de urina.

Os pesquisadores indicaram que, em alguns casos nos quais o exame de sangue foi feito nas cinco primeiras semanas de gravidez, determinou-se o sexo do feto com um índice de precisão de 95% a 99%. O diagnóstico pré-natal de transtornos genéticos do feto normalmente requer a análise invasiva de tecidos fetais.

Já o exame de sangue se apresenta como alternativa a outros mais agressivos, como a amniocentese, que consiste em extrair uma pequena mostra do líquido amniótico que rodeia o feto para examiná-lo e que se mostra como risco para o bebê.

Para os exames de sangue, explica o jornal "New York Times", as mulheres têm o dedo picado e as mostras são enviadas a um laboratório. Caso seja detectado o cromossomo Y, o bebê será um menino; já a ausência desse cromossomo pode indicar que é menina ou que não se encontrou DNA do bebê na mostra.

Esta prova não foi regulamentada pela Agência de Alimentação e Remédios (FDA) dos Estados Unidos porque não é utilizada para fins médicos, indicou ao jornal uma porta-voz, que assinalou que a agência pesquisa os testes domésticos que surgiram para analisar o DNA da criança.

A curiosidade é o principal motivo que leva os futuros pais a fazerem esses exames, embora também haja preocupações de que eles possam servir para forçar aborto de fetos caso não seja do gênero desejado.
Fonte: EFE

sábado, 6 de agosto de 2011

Vampiros usam radar genético para atacar

Um dos animais mais mal afamados do mundo, o morcego vampiro Desmodus rotundus tem uma espécie de radar genético para identificar o melhor ponto do corpo de suas vítimas para atacar. Num estudo publicado na revista "Nature" desta semana, pesquisadores explicam como a proteína produzida a partir do gene TRVP1 permite que os vampiros detectem ínfimos pulsos das veias das vítimas em potencial, indicando onde é maior o fluxo de sangue.


                            Fonte: O Globo.

domingo, 3 de julho de 2011

Geneticistas estão decifrando o DNA do demônio da Tasmânia



Muito conhecido por retratações em desenhos animados, o demônio da Tasmânia, cujo nome científico é Sarcophilus harrisii, está tendo o seu DNA decodificado por geneticistas americanos.

O demônio da Tasmânia corre risco de extinção, especialmente pela facilidade que o animal tem em desenvolver tumores malignos, em várias espécies. Uma pesquisa, encabeçada por cientistas dos Estados Unidos, busca entender melhor o DNA desde animal, a fim de evitar sua extinção.

Em meados dos anos 90, esforços foram concentrados para entender o motivo pelo qual o demônio da Tasmânia desenvolveu uma tendência de apresentar tumores faciais, o que causava grande inchaço craniano e a posterior morte. Já em 2009, várias espécies foram classificadas oficialmente em risco de seres extintas. Estimativas atuais mostram que existe cerca de 40 mil indivíduos, um número relativamente baixo dado a alta taxa de mortalidade.


A pesquisa busca entender melhor os mecanismos de DNA e suas funções específicas, a fim de proteger o demônio da Tasmânia de forma efetiva contra infecções e moléstias. A teoria mais provável para o aparecimento de doenças e baixa imunidade é a falta de diversidade genética já que a maioria dos marsupiais desenvolveram-se em territórios fechados, não ocorrendo mistura genética com outras espécies, o que seria saudável e propiciaria melhor resistência a ataques parasitários.

Demônios da Tasmânia que vivem no cativeiro do laboratório da pesquisa estão passando por uma série de testes genéticos. O principal objetivo é encontrar o gene responsável pela disseminação de tumores.

Os responsáveis pela pesquisa afirmam que foram identificados em regiões da Tasmânia, espécies com grande variabilidade genética. A partir disso, o foco será fazer “cruzamento” da espécie de regiões diferentes e aguardar o crescimento das novas gerações com maior resistência.


Fonte: Jornal Ciência

sábado, 2 de julho de 2011

Por que não existe japonês negro?

Na verdade, existem negros de olhos puxados, mas normalmente eles ficam no meio termo das duas características: não têm a pele tão escura nem os olhos tão puxados. Isso acontece porque o que determina tanto a cor da pele quanto o formato dos olhos de uma pessoa é um conjunto de genes e não apenas um único gene do pai e outro da mãe. A mistura desses dois conjuntos faz com que as características genéticas se misturem. O que define a pigmentação da pele é a produção de melanina, ou seja, se as células da pele tiverem genes que ordenem a produção de melanina, a pele será pigmentada. Os genes que carregam essa "ordem" são chamados de dominantes e os que não carregam ordem nenhuma são chamados de recessivos. É muito difícil (quase impossível) alguém ter alguma característica determinada só por genes dominantes ou só por recessivos - normalmente é uma mistura dos dois. Para você entender melhor, veja como se determina a cor do filho de um pai negro e de uma mãe oriental (com aquela típica cor amarelada). Para facilitar, digamos que quase todos os genes de pigmentação do pai sejam dominantes e os da mãe sejam misturados, com predominância de recessivos. O filho deles não terá tantos dominantes quanto o pai, mas certamente terá menos recessivos do que a mãe. Mesmo assim, a maior parte dos seus genes produzirá melanina e portanto ele provavelmente será bem moreno ou mulato. Com o formato dos olhos, a coisa é um pouquinho mais complexa, já que o que determina se os olhos serão puxados não é uma proteína, como a melanina, mas sim uma mistura de características que define todo o formato do rosto.

Fonte: Mundo Estranho

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Era uma vez uma vaca Vitória: morre o primeiro clone brasileiro



Aos dez anos, morreu de complicações da velhice no último dia 17, no Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB), o clone bovino Vitória, criado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O nascimento da vaca em 17 de março de 2001 representou um marco para a ciência, por se tratar do primeiro animal clonado na América Latina.

Para clonar Vitória foi usada a técnica de transferência nuclear a partir de células embrionárias, e ela teve um bom desenvolvimento para os padrões da raça Simental. Mas complicações causadas por uma pneumonia bacteriana, agravadas pela idade avançada levaram o animal à morte. Em média, uma vaca vive cerca de 15 anos.

Em 2004, Vitória gerou a sua primeira cria, comprovando que era um clone perfeito do ponto de vista científico e de produção, levando em consideração o potencial reprodutivo e a capacidade materna. E em 2006, nasceu seu segundo filhote. Além desses dois, ela teve dois "netos", todos nascidos de forma natural.

E o domínio da tecnologia, alcançado com o nascimento de Vitória, deu origem a outro resultado de sucesso no campo da clonagem animal na Embrapa com o nascimento de "Lenda da Embrapa", da raça holandesa em 2003. Em 2005, foi a vez de "Porã", que além de clone bovino, carrega ainda outra característica importante. O animal é da raça Junqueira e faz parte do Programa de Conservação e Uso de Recursos Genéticos Animais da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia por estar em estado crítico de extinção no Brasil, com menos de cem animais em todo o país. Todos os clones já têm crias.

Fonte: O Globo


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pulga d'água tem maior número de genes entre espécies animais

Um estudo divulgado pela revista "Science" nesta quinta-feira (3) revelou o maior genoma entre todas as espécies animais já estudadas no mundo: o crustáceo de água doce pulga d'água (Daphnia pulex), quase microscópico, com 31 mil genes - 8 mil a mais que os humanos.


Daphnia genoma 1 (Foto: Jan Michels / Universidade de Kiel)
Pulga d'água é encontrada em água doce.
(Foto: Jan Michels / Universidade de Kiel)


O crustáceo é o primeiro a ter o seu DNA completamente mapeado. Os responsáveis pela façanha foram os membros de um grupo de cientistas conhecido como Daphnia Genomics Consortium. O projeto conta com a participação do Departamento de Energia norte-americano.
A espécie é estudada há anos pelo papel importante que desempenha em cadeias alimentares aquáticas e pela capacidade de adaptação a estresses nos ambientes em que vive. O invertebrado também chama a atenção por conseguir se reproduzir, em condições extremas, sem a necessidade de um indivíduo macho.
Mais de um terço dos genes do crustáceo não foram documentados em nenhuma outro organismo, sendo completamente novos para a ciência. Entre os invertebrados já sequenciados, é a espécie com mais genes compartilhados com humanos.

Daphnia genoma 2 (Foto: Paul D.N. Hebert, Universidade de Guelph)
'Daphnia' com crias geneticamente iguais.
(Foto: Paul D.N. Hebert, Universidade de Guelph)
 
 
O animal está virando modelo para um campo de estudos da ciência conhecido como genômica ambiental, que tem o objetivo de conhecer como genes e o ambiente interagem.
As semelhanças com o genoma humano e a capacidade de adaptação a ambientes extremos torna importante o estudo do DNA da espécie Daphnia pulex, segundo os cientistas. O animal é usado como um "sensor aquático", podendo servir para medir como mudanças no ambiente afetam os seres vivos - inclusive humanos - em níveis molecular e celular.
A aplicação do conhecimento sobre os genes do crustáceo e a relação com o meio ambiente passa desde a manutenção de recursos hídricos até a estudos sobre saúde humana, especialmente para avaliar a extensão do dano de poluentes químicos em águas poluídas às pessoas.

                                                                                                                                                  Fonte: G1