sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ciência com humor - VII






quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dia da Sogra

Dia 28 de abril é o dia da sogra. Segue minha "homenagem" às sogras...










                        Ah! Eu amo a sogra da minha mulher...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Esperma de pato é bactericida



Nessa onda cada vez maior de sabonetes bactericidas, curativos bactericidas, enxaguantes bucais bactericidas… Que tal investir em uma substância mais natural?
O pato-real macho já era famoso por causa de sua genitália avantajada. Agora, cientistas dos EUA, da Noruega e da Alemanha descobriram que eles têm um “talento” a mais para se gabar. Eles misturaram o sêmen dos bichos com uma bactéria comum, Escherichia coli (que, em geral, causa intoxicação alimentar e diarréia) e… ela morreu. Segundo o estudo, quanto mais colorida é a cabeça do bicho, maior é o poder bactericida.
A descoberta sugere que as fêmeas da espécie podem ser atraídas pelos machos mais coloridos (os garanhões da turma) não apenas porque eles são mais chamativos, e sim porque eles espalham menos germes durante a relação sexual – o que favorece a reprodução.

Fonte: Superinteressante.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O homem e o mundo



Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias em seu laboratório, em busca de suas dúvidas. Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível removê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho, com o objetivo de distrair sua atenção. De repente, deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços, e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
- Você gosta de quebra cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho! Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa.
Passadas algumas horas, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente: - Pai, pai, já fiz tudo! Consegui terminar tudinho! A princípio, o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível, na sua idade, recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares.
- Você não sabia como era o mundo, meu filho. Como conseguiu?
- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas, quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem, que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha, e vi que havia consertado o mundo.
 (Autor desconhecido)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ciência com humor - VI



O verão já se foi mas o Aedes aegypti ainda está por aí transmitindo a dengue. Seguem algumas tirinhas sobre o tema. Vamos rir um pouco mas sem baixar a guarda!!!
















domingo, 24 de abril de 2011

Espécies de pássaros sabem identificar ovos de impostores

Foto: Chris Gash/The New York Times


O hábito do pássaro tecelão-parasita de pôr ovos no ninho de outros para serem chocados provoca uma espécie de corrida armamentista das aves. O tecelão-parasita encontra formas aprimoradas de imitar os ovos do pássaro hospedeiro e este responde com novos métodos para distinguir os ovos do tecelão-parasita dos seus.

Os pássaros hospedeiros usam duas técnicas: aprimoram a capacidade de reconhecer ovos estranhos usando a visão ou variam a cor dos próprios ovos para ficar mais difícil para o tecelão-parasita imitá-los. Cientistas liderados por Claire N. Spottiswoode, pesquisadora da Universidade de Cambridge, colocaram ovos estranhos nos ninhos de três espécies da região sul da Zâmbia. Depois, eles verificaram se os pássaros sabiam identificar o impostor.

A prínia-de-flancos-castanhos se saiu muito mal ao diferenciar um ovo estranho de aparência similar aos seus usando a visão. Mas os ovos da prínia têm diversas cores e uma ampla variedade de padrões e eles confiam nisso para impedir que o ovo de um tecelão-parasita fique idêntico aos deles. A fuinha-de-faces-vermelhas, por sua vez, era muito boa para identificar um ovo estranho só de ver, embora seus ovos sejam os que menos variam na aparência.

A terceira espécie, a fuinha-chocalheira, ficou entre as duas na capacidade de diferenciar e na variação da cor dos ovos. O tecelão-parasita nunca põe ovos em ninhos de fuinha-chocalheira, sugerindo que é dela a estratégia mais bem-sucedida de todas.

Spottiswoode, cujo relatório foi publicado em The Proceedings of the Royal Society B, traçou um paralelo entre os pássaros e humanos: “A diversidade espetacular dos ovos da prínia-de-flancos-castanhos evoluiu da mesma forma que nosso sistema imunológico evolui em resposta a patógenos. Quanto mais diversos forem os genes de resistência a doenças, melhores são as chances de escapar às suscetibilidades de uma doença”.
Fonte: The New York Times

Dicas de combate à dengue

sábado, 23 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro



Faz sentido que o Dia Internacional do Livro seja comemorado neste sábado, dia 23, pelo mundo afora. A data, estabelecida em caráter definitivo pela Unesco em 1996, homenageia dois gigantes máximos da literatura ocidental. O 23 de abril seria, por uma lenda repetida universalmente, o dia em que morreram, no mesmo ano, o espanhol Miguel de Cervantes (1547 - 1616), o inventor do romance moderno com Dom Quixote, e o inglês William Shakespeare (1564 - 1616), o inventor do humano, como o chama Harold Bloom.

Trata-se de uma das mais instigantes mitologias do universo literário, uma lenda que dota o terreno profano da literatura de uma data mágica ao estilo das Vidas de Santos (que antes eram muito mais comuns em livro). Dois dos pilares da literatura mundial viveram de fato na mesma época, mas a predestinação histórica que os teria feito partir ao mesmo tempo é ficção.

Para começar, da biografia de Shakespeare, autor de obras onipresentes em praticamente todo o mundo, sabe-se muito pouco. Embora tenha deixado quase 1 milhão de palavras de texto, apenas 14 delas são comprovadamente de seu próprio punho: o nome assinado seis vezes e as palavras "por mim" em seu testamento, como conta um de seus biógrafos, Bill Bryson, em Shakespeare: a Vida É um Palco. Há pouca informação mesmo sobre o dia de seu falecimento – têm-se registros de seus funerais, mas não a data exata do óbito.

Mesmo que tenha sido 23 de abril a data da morte de Shakespeare, não teria sido no mesmo 23 de abril de Cervantes pelo simples motivo de que, na época, a Espanha, onde Cervantes vivia, havia adotado, como bom país católico, o calendário imposto pelo papa Gregório em 1582. E Shakespeare vivia na Inglaterra protestante, frequentemente hostilizada pelo reino espanhol a serviço do Vaticano, e que ainda marcava o tempo pelo Calendário Juliano. A Inglaterra só adotaria o Calendário Gregoriano em 1751. Shakespeare, portanto, teria morrido no dia 3 de maio – 10 dias após o espanhol.

Mas quem vai dizer que a história não é boa? Sendo assim, para que insistir tanto na picuinha das datas? Para lembrar, talvez, que a literatura é em última instância uma construção paradoxalmente individual (na mente e no coração de cada leitor) e coletiva (na transmissão de leituras e cânones, de intepretações e até mesmo mitologias literárias com as quais os leitores se comprazem).

 
Fonte: Zero Hora



A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde."
André Maurois

Respeito ao Professor



Quem, entre nós, hoje em dia, está ensinando que professor é para ser respeitado? Quem mostra a quem nunca teve professor quanto vale ter um? No Japão, por exemplo, os mestres sempre foram reverenciados. Conta-se que o professor era o único profissional que poderia permanecer de pé ao falar com o imperador, sem precisar cumprir o ritual de se ajoelhar perante sua autoridade. Numa sociedade hierarquizada como a japonesa, foi o maior sinal do respeito com que o imperador demonstrou ao seu povo como se deveria tratar o professor.

Respeito é um valor social que as lideranças têm o dever de transmitir: como respeitar a bandeira nacional, saber cantar o hino da pátria, servir ao país, e assim por diante. Dirigentes de um país que vêem no futuro uma promessa fazem o magistério ser respeitado - nem que seja no interesse deles, dirigentes. Os que não fazem isso se descomprometem com o futuro do país que governam, traem a sua missão ou têm projetos inconfessáveis.


Respeitado aqui não quer dizer apenas ser “bem pago”. Salário, por mais alto que seja, não traz respeito - mas respeito valoriza o salário. A luta que se reconhece no dia a dia das escolas não é só pelo salário do magistério, é por respeito à função social do professor. E esse respeito vem do que se vê na atitude de figuras públicas em relação ao magistério. Nessa hora, na falta de outros exemplos, é mais que bem-vinda uma novela que levante o tema: pela ótica da ausência do respeito, pode ser que alguém se toque! Toda autoridade pública, aclamada ou não nas pesquisas de opinião, tem hoje responsabilidade direta em demonstrar respeito ao magistério. Presidente, governadores, prefeitos, ministros e secretários, deputados e senadores, sindicatos, artistas, jogadores de futebol podem ajudar mostrando que professor é para ser honrado e agraciado com formas de reconhecimento público, medalhas e honrarias. Tudo serve, e nada é demais.
O nosso magistério não é tudo o que queríamos, podem pensar eles. Pouco importa, é o magistério que temos. Nossos filhos e netos precisam dos professores que temos hoje, e dos seus sucessores que estão sendo formados agora. E precisam saber que todos eles devem ser respeitados para ter êxito em sua tarefa. Para isso, a função social do magistério precisa ser dignificada, para que em cada geração muitos se interessem e se realizem nessa atividade.

Não há nada de novo nisso. Assim se fez durante muito tempo, quando poucos tinham acesso à escola e o professor era respeitado. Agora, universalizado o acesso à escola, parece que quem tinha exclusividade no acesso à educação prefere desmoralizá-la, já que está disponível a um maior número de pessoas. E, para isso, desmoralizam também o magistério, dizendo que é ruim e não ensina nada, como é corrente ouvir hoje em dia por parte de autoridades e organizações que têm o dever de zelar pela educação e pelo magistério.

Se queremos educação de boa qualidade, comecemos por respeitar o que temos hoje. Ninguém melhora o que não respeita, ninguém se esforça para melhorar o que não considera, ninguém trabalha em favor do que acha não merecer. Temos muito a melhorar em matéria de ensino, de formação do magistério, de gestão de redes públicas de escolas, de utilização racional de recursos públicos e privados na área da educação. E reconhecer o que já foi feito, por mais insuficiente que pareça aos que se vêem mais do que são, é fundamental.

Sem respaldo público e generalizado, aprender e ensinar não ganham o respeito público de quem não sabe o que é uma coisa e outra - ou não se interessa pelo êxito de ambas. O fato é que nada nunca melhorou só porque se falou mal do que se faz, a pretexto de que se quer fazer melhor.

Eduardo Flexa Ribeiro (Jornal O Globo)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A Dieta do Palhaço


Super Size Me (No Brasil: A dieta do palhaço / Super Size Me – 30 dias de fast food) é um documentário americano de 2004, escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Morgan Spurlock, um cineasta independente dos Estados Unidos da América, que decide ser a cobaia de uma experiência: se alimentar apenas em restaurantes da rede McDonald's, realizando neles três refeições ao dia durante um mês. Durante a realização da experiência o diretor fala sobre a cultura do fast food nos Estados Unidos, além de mostrar em si mesmo os efeitos físicos e mentais que os alimentos deste tipo de restaurante provocam.

Buraco na camada de ozônio é ligado a mudanças climáticas



Para ambientalistas e pesquisadores preocupados com as mudanças climáticas, o Judas dos últimos sábados de Aleluia foram os gases-estufa. Controlar sua emissão é a única forma de impedir que o clima atinja patamares incontroláveis. Mas a edição de hoje da revista "Science" traz um novo obstáculo à tona. A circulação atmosférica e o índice de chuvas também são influenciados pelo buraco da camada de ozônio - um problema já dado como resolvido, com a proibição, respeitada internacionalmente, da produção industrial de compostos químicos que aumentariam a abertura da camada protetora do planeta.

Segundo um estudo da Universidade de Columbia, de Nova York, os efeitos provocados pelo buraco da camada de ozônio sobre a Antártica podem aumentar em até 10% a pluviosidade em diversos pontos no Hemisfério Sul - incluindo o Centro-Sul do Brasil, no trecho que se estende até Brasília. Os pesquisadores, porém, ainda consideram leviano usar este fenômeno para explicar recentes desastres climáticos, como a tempestade na Região Serrana, em janeiro.

Ainda de acordo com os autores da pesquisa, o buraco na camada de ozônio provocou uma mudança na direção dos ventos que passavam pela Antártica. Uma área marcado pela menor umidade, que existia mais ao norte do continente gelado, foi deslocada para o sul. Com isso, uma região sobre este cinturão seco e próxima ao Equador ficou exposta a chuvas intensas.

Esta é a primeira vez que um levantamento relaciona o buraco na camada de ozônio às mudanças climáticas.
- O buraco sequer é mencionado no sumário para formuladores de políticas públicas escrito pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, da ONU) - destaca Lorenzo Polvani, coautor da pesquisa da Universidade de Columbia. - Mostramos, no entanto, que a camada de ozônio tem grande impacto no sistema do clima. É um jogador que deve ser observado.

Autora principal do levantamento, Sarah Kang também se admira com a reação em cadeia provocada pelo buraco:
- É realmente impressionante que o buraco na camada de ozônio, localizado tão alto na atmosfera sobre a Antártica (a até 30 quilômetros de distância), possa ter um impacto sobre os trópicos, aumentando o nível de chuvas por lá. É um efeito dominó - compara a pesquisadora.
Polvani e Sarah atribuíram ao buraco as mudanças na circulação atmosférica observadas no Hemisfério Sul durante a segunda metade do século passado. Com isso, os acordos internacionais para mitigar as mudanças climáticas não farão sentido se ficarem restritos ao controle das emissões de carbono. O ozônio, a partir de agora, também terá de ser considerado.

Localizada na estratosfera, logo acima da troposfera (cujo início é na superfície terrestre), a camada de ozônio absorve boa parte dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Durante a última metade do século XX, o uso em larga escala de compostos químicos pelo homem, especialmente aerossóis contendo clorofluorcarbono (CFC), provocaram danos significativos na camada, a tal ponto que um buraco sobre a Antártica foi descoberto em meados da década de 80.
 
Com o Protocolo de Montreal, assinado em 1989 e que agora conta com a assinatura de 196 países, a produção global de CFC foi cancelada. A iniciativa já colhe frutos: na década passada, a destruição da camada foi quase totalmente interrompida. Espera-se que sua recuperação prossiga até meados do século, quando o buraco deve, enfim, ser fechado.

A comunidade internacional, portanto, já via o buraco como um problema resolvido. Mas, de acordo com o estudo de Polvani e Sarah, mesmo quando coberto, ele provocará um impacto considerável no clima.
A dupla tirou suas conclusões baseada na construção de dois modelos: um em que projetaram a evolução da abertura na camada de ozônio; outro onde analisaram eventos climáticos das últimas décadas no Hemisfério Sul. A associação entre os resultados permitiu-os responsabilizar o ozônio por algumas das mudanças do clima observadas naquela região - com uma contribuição menor dos gases-estufa.

A camada de ozônio não inspira preocupação apenas na Antártica. No início do mês, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou que aquele escudo natural sofreu uma redução recorde, de 40%, sobre o Ártico entre o fim de 2010 e março deste ano. A OMM atribuiu o fenômeno à persistência de CFC na atmosfera e ao inverno muito frio na estratosfera. Junto ao motivo veio um alerta aos países nórdicos:
"Como a elevação do Sol vai aumentar nas próximas semanas, as regiões afetadas pelo buraco na camada de ozônio terão que vigiar as radiações ultravioletas, que serão superiores ao normal", advertiu a organização, em comunicado.

A redução é anda mais preocupante porque, no Ártico, ela não é um fenômeno frequente como no Sul - na Antártica, o mesmo episódio ocorre todos os anos, sempre no inverno e na primavera, também devido às temperaturas baixas da estratosfera.

Fonte: O Globo

terça-feira, 19 de abril de 2011

Derretimento do gelo polar

 

Mudança no clima está alterando a linha costeira da região do Polo Norte, ameaçando a vida de milhares de animais



A costa do Ártico está derretendo a uma taxa de 30 metros por ano por causa dos efeitos da mudança do clima. A rápida degradação da linha costeira do Pólo Norte é uma grande ameaça para comunidades locais e seus ecossistemas. A conclusão é de um estudo feito por mais de 30 cientistas do Comitê Internacional de Ciência do Ártico e pela Associação Helmholtz de Centros de Pesquisa da Alemanha. O trabalho foi publicado no periódico Estuaries and Coasts.

Dois terços da costa do Ártico não é rochosa — consiste de solo permanentemente congelado, também chamado de 'permafrost'. Esse tipo de solo é bastante sensível à erosão causada por ventos e ondas. De acordo com o relatório, o aumento da temperatura está provocando o derretimento do gelo marinho que protege a linha costeira deixando-as mais expostas aos eventos naturais.

O relatório, State of The Arctic Coast 2010 (Estado da Costa Ártica 2010), que cobriu um quarto da costa do Ártico, mostra que a degradação média da linha costeira é de um dois metros por ano, mas pode chegar a 30 metros em algumas localidades. Os cientistas destacaram que os habitats costeiros do Ártico são a primeira linha de vida das comunidades árticas, dando suporte a uma grande comunidade de peixes e mamíferos, incluindo estimados 500 milhões de pássaros marinhos.
"É evidente que a costa do Ártico é uma região que necessita de atenção explícita", afirma o relatório. Os pesquisadores esperam que o estudo possa ajudar a melhorar a condição dos ecossistemas da região ártica que, até pouco tempo, pouco se conhecia. Quando a coleta de dados começou em 2000, informações detalhadas cobriam 0,5% da costa do Ártico.
Fonte: Veja


terça-feira, 12 de abril de 2011

A conquista do espaço

Há 50 anos o russo Yuri Gagarin tornou-se o primeiro homem a viajar ao espaço e proferiu a famosa frase "A Terra é azul".

First Orbit - the movie

A recriação em tempo real da primeira viagem em órbita da Terra feita pelo pioneiro Yuri Gagarin, rodado inteiramente no espaço, a bordo da Estação Espacial Internacional. O filme combina o áudio original da missão de Gagarin e trilha musical do compositor Philip Sheppard.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Em um mundo melhor

Segue mais uma dica de filme:


Anton é um médico que divide sua vida numa idílica cidade da Dinamarca com o trabalho num campo de refugiados africanos. Nesses dois mundos distintos, ele e sua família enfrentam conflitos que os levam à difícil escolha entre a vingança e o perdão. Anton e sua esposa Marianne têm dois filhos pequenos e estão separados e brigando pelo divórcio. Elias, o filho mais velho de 10 anos, está sofrendo bullying na escola até ser defendido por Christian, um aluno novo recém chegado de Londres com o pai, Claus. A mãe de Christian faleceu recentemente em decorrência de um câncer e o garoto está muito tocado pela morte dela. Elias e Christian logo estabelecem um forte laço, mas quando Christian envolve Elias num perigoso ato de vingança com possíveis trágicas consequências, a amizade deles é colocada em jogo e suas vidas correm perigo. Por fim, são os pais que acabam ajudando os garotos a lidar com a complexidade das emoções humanas, com a dor e o gostar.


video

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Novo estudo prevê fim das geleiras de verão no Ártico em 2016

Cientistas que haviam previsto que geleiras se derreteriam durante os verões no Ártico em 2013 agora projetam que isso talvez demore mais alguns anos, mas ainda deve ocorrer nesta década - provavelmente em 2016. A previsão original, feita em estudo de 2007, rendeu uma onda de críticas ao autor, o cientista Wieslaw Maslowski. Agora, Maslowski e sua equipe trabalham com um novo modelo de computador - feito parcialmente por causa da onda de críticas - que identificou a data 'estimada' como sendo 2016. Seu estudo foi apresentado no encontro anual da União Europeia de Geociências (EGU, na sigla em inglês).
O novo modelo foi projetado para reproduzir interações do mundo real, ou 'cruzamentos', entre o oceano Ártico, a atmosfera, o gelo e os rios que deságuam no mar. "No passado (...), estávamos projetando o futuro presumindo que tendências poderiam persistir, como foi observado em tempos recentes", disse Maslowski, que trabalha na Escola de Pós-Graduação Naval, em Monterey, na Califórnia.
"Agora, estamos tentando ser mais sistemáticos e desenvolvemos um modelo regional do clima do Ártico que é muito parecido com os modelos de mudança climática do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC)", disse à BBC News.
"Podemos fazer um modelo completo de cruzamentos para o passado e o presente e ver o que o modelo vai prever para o futuro quanto ao gelo do mar e o clima ártico. E uma das projeções identificou que o derretimento de verão pode deixar os mares do Ártico sem a presença de gelo por volta de 2016, com margem de erro de três anos a mais ou a menos.

Provas
Um dos ingredientes mais importantes do novo modelo é a informação relativa à grossura do gelo que flutua no mar. Satélites são cada vez mais capazes de detectar essa grossura, geralmente a partir da medição de quão acima da superfície marítima está a geleira. A medição também indica a profundidade desse gelo.
A inclusão dessa estimativa no modelo de Maslowski foi um dos fatores que o forçou a rever a projeção de 2013, que levantou suspeitas e críticas quando foi anunciada em uma reunião ocorrida quatro anos atrás.
Desde um derretimento particularmente expressivo ocorrido em 2007, uma grande proporção do Ártico tem sido coberta por uma camada de gelo fino, que é formada durante uma única estação e é mais vulnerável a mudanças sutis de temperatura do que o gelo grosso.
Mesmo levando isso em consideração, a data projetada por Maslowski é anterior à prevista por outros cientistas. Mas um deles - Walt Meier, do Centro de Informações de Neve e Gelo dos EUA, no Colorado - diz que o comportamento do gelo marinho se torna menos previsível à medida que se torna mais fino.
"O modelo (de Maslowski) é bastante bom, tem bastante precisão e captura detalhes que estão perdidos em modelos climáticos globais', disse. 'Mas 2019 é daqui a apenas oito anos. Há modelos mostrando que (as datas prováveis do derretimento são por volta de) 2040 ou 2050, e ainda tendo a acreditar nisso".
Ele agrega: "Ficaria muito surpreso (se o derretimento de verão) ocorresse em 2013. Menos surpreso se ocorresse em 2019".

Método
O derretimento drástico de 2007 foi o maior já registrado pelos satélites, ainda que nos anos seguintes a perda de gelo foi inferior à média de longo prazo. Mas alguns pesquisadores acreditam que o derretimento de 2010 foi tão marcante quanto o de 2007, já que as condições climáticas foram no ano passado mais favoráveis à durabilidade do gelo. Ainda que muitos cientistas do clima e ambientalistas estejam seriamente preocupados com o futuro do gelo ártico, para outras partes da sociedade e dos governos o derretimento traz desafios e oportunidades.
Os governos da Rússia e do Canadá, por exemplo, estão de olho nas oportunidades de mineração que vão despontar no pólo Norte, e o Exército dos EUA expressou preocupação em perder parte de sua defesa na sua fronteira do norte durante uma parte do ano.
"Não estou tentando ser alarmista nem dizer que prevemos o futuro porque temos uma bola de cristal'', disse Maslowski. "Estamos tentando fazer os políticos e as pessoas perceberem que o gelo de verão (do Ártico) pode sumir até o fim da década".

Fonte: G1

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Crise nuclear reaviva preocupação com maior lixão radioativo dos EUA



Parecia uma boa ideia. Na corrida para construir uma bomba atômica durante a II Guerra Mundial, autoridades americanas isolaram um deserto intocado e construíram o primeiro reator de plutônio da história.
Hoje, 68 anos depois, a crise nuclear do Japão reaviva o temor da população nos arredores de Hanford, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos. É lá que fica o maior depósito de lixo nuclear dos Estados Unidos. O local é a segunda instalação mais contaminada do mundo - atrás apenas de Chernobyl, na Ucrânia. São 200 milhões de litros de lama radioativa, subproduto da fabricação de bombas de plutônio.
Foi dos antigos reatores nucleares de Hanford, fechados há mais de 20 anos, que saiu a bomba lançada sobre Nagasaki em 1945. Hoje cerca de 12 mil pessoas trabalham no local simplesmente para garantir sua limpeza. O lixão tem 15 vezes o tamanho de Paris e abriga abaixo da terra 177 contêineres de concreto cheios desta lama radioativa. As autoridades dizem que é seguro.
Walt Tamosaitis, engenheiro com 40 anos de experiência, trabalhou na usina até o ano passado. Alega ter sido foi demitido por levantar questões técnicas sobre a segurança da usina. "É como dirigir um carro com os pneus carecas. Nos primeiros quilômetros o pneu aguenta, mas nada indica que vá continuar assim no futuro."
Tamosaitis diz que a usina nuclear de Fukushima estava melhor preparada para uma eventualidade que Hanford. J.D. Dowell, do departamento de energia dos Estados Unidos, rebate a afirmação. "É como comparar maçãs e laranjas." A usina japonesa tinha reatores ativos, enquanto Hanford está fechada há muito tempo para limpeza.
Tom Carpenter, do movimento ambientalista Hanford Challenge, teme o impacto de um terremoto ou atentado terrorista - além do lixão, a região também abriga uma usina nuclear em funcionamento. "Os governos não duram para sempre. Será que vai ter ainda alguém aqui em cem ou mil anos para garantir que ninguém vai entrar no local ou que os lençóis freáticos não serão contaminados?"
Indenização - Nos anos 60, a usina jogou seus dejetos diretamente na natureza. O poder público reconheceu que mais de 3,8 milhões de litros de lama tóxica haviam vazado e que parte havia penetrado o solo. As autoridades gastaram 100 bilhões de dólares para limpar o lixão. Pretendem também construir até 2019 uma nova fábrica para vitrificar a lama e estocá-la de maneira mais segura.
O Departamento americano de Energia garante que a segurança da instalação avança, com obras para proteger o Rio Columbia, que corta a região. Mas os ambientalistas temem que as verbas sofram com os cortes orçamentários debatidos no Congresso.
Tarde demais, de qualquer forma, para Gloria Wise, de 67 anos, moradora da região. Em 2005, ela recebeu uma indenização de mais de 300 mil dólares por causa de um câncer de tireoide, depois de processar a Dupont e a General Electric, que operavam na fábrica de bombas atômicas. A família de Gloria cultivava legumes no jardim. "Tenho certeza de que a radioatividade entrou em nossos alimentos", diz. "Eu sei como essas coisas funcionam, as empresas não nos contam o que está acontecendo."

Fábrica desativada de Hanford, de onde saiu a bomba de Nagasaki, guarda 200 milhões de litros de lama radioativa

Fonte: Veja